principais ameaças virtuais em 2018

A transformação digital pela qual estamos passando fez da informação uma poderosa ferramenta de geração de valor para as organizações. Consequentemente, a cibersegurança ganhou ainda mais importância.

Hoje, o conceito não é mais discutido apenas em grupos de profissionais de TI e especialistas da área. Isso porque, junto com as novas soluções tecnológicas, as ameaças virtuais se multiplicaram. Ainda assim, algumas pessoas têm dúvidas sobre como lidar com o assunto ou mesmo explicar a gravidade do problema para a direção da sua empresa.

Pensando nisso, reunimos aqui tudo o que você precisa saber sobre as 5 principais ameaças virtuais em 2018 — além de algumas dicas para se prevenir. Continue a leitura!

 

Entenda por que investir em segurança da informação

Podem ser considerados como ameaças virtuais os fatores que colocam em risco a segurança da informação — ou seja, integridade, confidencialidade e disponibilidade dos dados. Tão importante quanto evitar que dados sigilosos se percam, é garantir que eles estejam acessíveis e somente ao pessoal devidamente autorizado.

Um vazamento de informações pode causar a exposição não só da empresa, mas de clientes e dos negócios entre as partes. A consequência é a confiabilidade da organização caindo vertiginosamente e abrindo margem até mesmo para um processo judicial. Por isso, há uma responsabilidade jurídica envolvida, principalmente se sua empresa lida com dados de clientes, como é o caso dos e-commerces (lojas virtuais).

É preciso ter em mente que não se trata apenas de vazar dados bancários e outras informações extremamente delicadas. Com um nome e um e-mail, um cibercriminoso pode colocar em prática um plano de fraude, enviando mensagens em nome de sua empresa. Além disso, não são apenas hackers que podem usufruir desses dados. A espionagem industrial, por exemplo, é um risco crescente em todo o mundo. Patentes e dados comerciais têm um valor financeiro real, tornando o sigilo obrigatório.

Contudo, nem todos os motivos para investir em segurança digital são os riscos — afinal, ela também traz benefícios. Além de estar de acordo com a lei, práticas mais seguras levam à valorização da sua marca. Empresas como consultórios de psicologia, escritórios de advocacia ou contábeis e startups de desenvolvimento de software são bons exemplos disso.

Sem falar das já mencionadas lojas virtuais. Com um sistema de segurança da informação eficiente, os clientes se sentem mais à vontade para comprar no seu e-commerce — e essa reputação positiva certamente será compartilhada.

Agora que você já sabe o que exatamente está em jogo, é hora de olhar mais de perto os principais riscos atuais.

 

Conheça as 5 principais ameaças virtuais em 2018

 

1. Ransomware

Em 2017, os sequestros digitais realizados por meio do ransomware WannaCry fizeram vítimas em todo o mundo. Resumidamente, ao infectar um computador, ele criptografa todos os dados do HD, impedindo o acesso. Para liberar a chave, os criminosos pedem um pagamento em criptomoedas (em geral, Bitcoins). É claro que não há garantia alguma da devolução dos dados ou do pagamento do ransomware. Os prejuízos para as empresas no ano passado chegaram na casa dos 5 bilhões de dólares.

 

2. Phishing

O phishing é uma prática que visa roubar dados cadastrais de clientes por meio de mensagens mal-intencionadas, geralmente por e-mail. Ao clicar em um link que supostamente levaria à compra de um produto, são solicitados os dados do usuário que, posteriormente, são utilizados para outras fraudes.

 
Antispam em Cloud

 

3. Malwares

Um malware é um software que tem como objetivo danificar dados ou agir no sistema da vítima sem sua autorização. Ele pode, por exemplo, deletar arquivos ou fazer com que o IP do usuário acesse um determinado site sem que ele saiba — isso é feito em larga escala para derrubar sites de organizações para prejudicá-las. E-mails de desconhecidos, acesso a sites impróprios e downloads ilegais são os principais causadores da entrada de malwares.

 

4. Ataques a dispositivos IoT

A Internet das Coisas (IoT) oferece uma série de benefícios para as empresas, mas também traz a necessidade de investir em segurança. Os ataques aos dispositivos com IoT podem copiar ou comprometer os dados transmitidos por eles, possibilitando a espionagem industrial ou mesmo a danificação do sistema como um todo. Alguns hackers já utilizam malwares para, por meio de dispositivos IoT, invadir computadores e controlá-los remotamente — transformando-os em “computadores zumbis”.

 

5. DDoS-for-hire

Antigamente, alguns cibercriminosos vendiam seus serviços de ataques DDoS. Hoje, eles deram um passo além e vendem botnets que fazem o serviço por conta própria. Isso significa que hackers amadores têm acesso facilitado a ferramentas mais poderosas e simples de usar. Alguns ataques ransomware, já em 2017, utilizaram dessa estratégia disseminando-a em todo o mundo, afetando milhões de pessoas físicas e jurídicas.

 

Saiba como se proteger e identificar os riscos

Olhando para esses casos, o cenário pode parecer assustador. Entretanto, uma política de segurança da informação eficiente pode fazer com que sua empresa opere com tranquilidade na rede — como os bancos já vêm fazendo há algumas décadas.

Suas ações devem se basear em 2 pilares: infraestrutura de segurança e educação dos funcionários. É fundamental investir em antivírus (com EDR) e firewalls profissionais e pagos, além de anti-phishing e anti-spam para os e-mails. O firewall, especificamente, deve atuar em nível de borda e no anti-malware (endpoint).

E não se esqueça de implementar um sistema de backup periódico e com cópia externa (na nuvem). Se um ransomware invade seu sistema e o backup está conectado ao mesmo servidor, ele poderá também sequestrar esses dados. Por isso, é fundamental manter uma cópia externa, desconectada da rede.

Ainda assim, nem o sistema mais seguro do mundo pode ser eficiente sem o engajamento dos colaboradores. Por isso, é preciso conscientizar seus funcionários sobre as principais ameaças virtuais, explicar quais são os riscos e educar sobre como eles devem agir.

A engenharia social é a arma mais poderosa dos criminosos. Eles estudam o comportamento dos usuários e encontram brechas para infiltrar um malware em seu sistema. Em outras palavras, quando um funcionário conecta seu pen drive pessoal no computador da empresa, ele está levando as ameaças de fora para dentro da sua rede.

Para identificar os principais riscos à sua infraestrutura digital, faça varreduras periódicas e análises de vulnerabilidade, além de executar testes de invasão e levantar relatórios de navegação web. Entender exatamente o que acontece diariamente em sua rede é a melhor forma de antecipar os problemas e corrigir falhas — do sistema ou comportamentais.

Como vimos, as principais ameaças virtuais não podem ser ignoradas. Faça uma avaliação na sua infraestrutura digital e adote práticas mais seguras para que seus dados não fiquem expostos.

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