Relatório sobre crimes pela internet

Depois de gerar um prejuízo de cerca de U$5 bilhões na economia global no ano passado, o Ransomware manteve a sua posição no topo da lista de ameaças de malwares de 2018. De acordo com a quinta avaliação anual da Europol sobre Internet Organized Crime Threat Assessment (IOCTA), os ataques direcionados tornam-se cada vez mais perigosos.

 

Relatório sobre ameaças do crime organizado pela Internet

O relatório de 72 páginas, publicado no dia 18 de setembro de 2018, durante a conferência conjunta da Interpol-Europol, sobre Cibercrimes em Singapura, fornece uma atualização sobre as últimas tendências e o impacto atual do Cibercrime em toda a Europa.

Após os ataques do WannaCry e do NotPetya, em 2017, a Europa detectou entre seus Estados-Mebros que os ataques de ransomware foram adaptadas para organizações específicas e/ou indivíduos específicos.

“Em poucos anos, o ransomware tornou-se uma ferramenta de ataque básico para criminosos cibernéticos, adaptando rapidamente aspectos comuns a outros malwares bem sucedidos”, afirma o relatório.

Embora a Europol afirme que a tendência seja de que as ameaças com ransomware continue crescendo, a agência observou também que o número relatado de trojans bancários e outros malwares financeiros acaba sendo baixo em comparação com o ransomware.

Os novos ataques DDoS, criptografia e engenharia social, também estão presentes como uma tendência. Para Catherine De Bolle, diretora executiva da Europol, a resposta está em colaboração:

“A cada ano, o relatório destaca os ataques cibernéticos de um escopo e escala sem precedentes”, disse ela.

“Este ano não é diferente, demonstrando a necessidade contínua de maior cooperação e colaboração dentro da nossa comunidade de aplicação da lei – um ethos no centro da missão da Europol.”

 

Cenário brasileiro e latino-americano

A América Latina também apresenta um forte impacto nos relatórios de segurança cibernética. A falta de legislação adequada para o cibercrime resultou no Brasil ser o alvo Número 1 e a principal fonte de ataques online na América Latina. Conforme os dados, 54% dos ciberataques registrados no Brasil são supostamente originários do interior do país.

Semelhante aos EUA, o Brasil também é um dos principais hosts de sites de phishing, com alguns relatórios classificando o Brasil como um dos dez maiores originadores de ataques cibernéticos no mundo.

Para enfrentar essas novas metodologias de ataque o MailInspector conta com uma série de recursos, dentre eles o uso de BigData, sistemas específicos para prevenção de ataques dirigidos, detecção de fraude de emails, detecção de emails de redes sociais, proteção a spear phishing, análise forense de ataques sofridos e muito mais.

Caso queira ler o relatório completo, clique aqui.